sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Tumor Ovariano





Sertolioma (Tumor no Testículo)



Série de fotos da cirurgia de um cão c/ tumor de células de Sertoli ou Sertolioma (tumor testicular) diagnosticado através de citologia aspirativa (método CAAF);
O animal apresentava sensiblidade à palpação nas proximidades do tumor, dificuldade de andar, alopecia (perda de pêlos) simétrica e hiperpigmentação da pele. O testículo afetado (esquerdo) encontrava-se sob a região inguinal ao invés da bolsa escrotal. Esta disposição anatômica anormal é denominada "criptorquidismo", e predispõe o indivíduo à torção testicular ou à indução de tumor testicular, como no caso ora apresentado. O tratamento de eleição consiste na remoção cirúrgica dos dois testículos, ainda que um deles esteja localizado na bolsa escrotal. A grande parte dos tumores testiculares geralmente não dão metástases, a menos que se demore muito quanto a decisão de operar o animal permitindo assim um maior crescimento e alteração do comportamento biológico do tumor.


foto 1: Animal da raça Poodle, com tumor no testículo.



 foto 2: Notar a localização ectópica do testículo esquerdo com tumor sob a região inguinal (criptorquidismo). Observam-se também  hiperpigmentação e alopecia.



foto 3: exposição do testículo afetado pelo tumor.



 foto 4: atrofia testicular (à esq.) induzida pelo excesso de hormônio feminino produzido pelo tumor (à dir.).



 foto 5: superfície de corte do Sertollioma, com coloração levemente amarela-acinzentada.


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Cirurgia: Laminectomia Dorsal

Série de fotos da cirurgia de laminectomia dorsal em um cão (Pluto) que apresentava intensa lombalgia, paresia de membros posteriores, diminuição dos reflexos nos membros posteriores e do nervo pudendo e diminuição da propriocepção. Os sintomas do animal permaneceram inalterados pelo período em que a proprietária o medicou c/ analgésico/antiinflamatório (aprox 1 semana) até ser constatada pelo exame radiográfico que havia uma fratura completa oblíqua no corpo da vértebra L7. Como a dor era intensa e não responsiva aos medicamentos e como não houve significante deslocamento dos fragmentos fraturados, a opção escolhida foi submeter o animal a uma laminectomia dorsal depois da qual o animal teve um excelente resultado.



foto 1: radiografia evidenciando fratura completa oblíqua no corpo de L7, porém sem deslocamento significativo.
fotos de 2 a 4: acesso dorsal para exposição dos pocessos espinhosos lombo-sacro


foto 2:

  foto 3:


foto 4:




foto 5: eliminação dos processos espinhosos.


foto 6: início da exposição medular

fotos 7 e 8: síntese da musculatura epiaxial

 foto 8:

foto 9: aspecto da ferida no dia da remoção dos pontos cirúrgicos.


 foto 10: O primeiro sinal a melhorar dentro dos 3 primeiros dias foi a dor; depois da terceira semana de cirurgia o animal mostrou-se bem recuperado e hoje só evita de se sustentar nas patas traseiras p/ apoiar no portão e no muro de sua casa enquanto olha o movimento da rua p/ latir p/ qualquer coisa que se aproxime dele. Permitam-me agora uma questão bem irônica: Será que este cãozinho é bravo mesmo ou toda essa proteção é exagero do veterinário?! rsrsrsrs!

ASTOLFO VENCE A CINOMOSE: História de uma cura surpreendente!

Os vídeos a seguir mostram a fantástica recuperação e cura completa da cinomose em fase neurológica, atingidas por Astolfo, um cão da raça Cocker Spaniel de 5 anos de idade. A doença foi inicialmente diagnosticada num exame de sangue quando deram início os sintomas respiratórios com tosse, conjuntivite, febre e perda do apetite e ele não tinha sido devidamente vacinado. Apesar do tratamento convencional, o animal melhorou o aspecto respiratório, porém a doença atingiu o tegumento (hiperqueratose dos coxins e do focinho) e em pouco tempo atingiu o sistema nervoso, quando começou apresentar convulsões, mioclonias (tiques nervosos) e paralisia progressiva dos membros posteriores e que finalmente atingiu também os membros anteriores impedindo-o de se locomover. A essa altura, foi recomendado a eutanásia mas seus donos inconformados recusaram-na.  Decidimos então iniciar um tratamento experimental utilizando drogas neurotrópicas e um anti-viral associado a um potente anti-inflamatório além de fisioterapia e acupuntura seriadas.
O resultado foi surpreendente: o animal apresentou uma signicante melhora dentro de 4 meses, voltando a andar, porém permanecendo as sequelas da mioclonia (tiques nervosos) e sua condição corporal magra.
Resolvemos postar este caso em particular por se tratar do primeiro animal com cinomose em fase neurológica com tetraparalisia já instalada (o que se recomenda eutanásia) que vimos a voltar a andar.


vídeo 1: Aqui o Astolfo está saudável, não tinha contraído a doença ainda. Compare sua condição corporal normal com as da fase da doença e de sua recuperação nos próximos vídeos.




vídeo 2: Astolfo apresentando a fase neurológica bem avançada: Apresentava tetraparalisia, paralisia facial e convulsões principalmente no período noturno. Era incapaz de levantar o pescoço e foi nessas condições que foi recomendada a eutanásia, mas...




vídeo 2: Astolfo sendo submetido a uma das primeiras sessões de acupuntura. Aqui ele começou também a ser submetido a fisioterapia/hidroterapia além do tratamento experimental com neurotrópicos + anti-viral + anti-inflamatório + suplementos + MUITO AMOR E DEDICAÇÃO de todos que o acompanham até hoje. Nota-se que ele já consegue erguer o pescoço.






vídeo 3: Após 2 meses do tratamento experimental Astolfo volta a se locomover!




vídeo 4: ...com um empurrãozinho, ele já passeia até na rua agora!







vídeo 5: Aqui ele já se levanta sozinho e vai aonde quer, ou melhor aonde ele pode! rsrs!! A sequela do tique nervoso é a prova viva de que ele teve realmente CINOMOSE, pois nenhuma outra doença no cão apresenta-se com este sinal.




vídeo 6: A Cinomose tem 90% de mortalidade, ou seja, apenas 1 entre cada 10 animais sobrevive à doença. Eu particularmente, em 11 anos de formado, nunca tinha visto um cão acometido por cinomose em estágio avançado na sua fase neurológica (tetraparalisia e convulsões) se recuperar  da maneira que este animal se recuperou.
 "Há duas formas de ver e entender a vida: uma é crer que não existem milagres, a outra é acreditar que tudo é um milagre." (Albert Einstein).





vídeo 7: Quase 2 anos depois da cinomose Astolfo está com a macaca (literalmente, srsrsr!!!)

 









quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Cirurgia de Hérnia de Disco

Série de fotos e vídeos do animal da raça Teckel (NINA), fêmea de 4 anos de idade que foi encaminhado ao "AU-KIMIA" apresentando paralisia e diminuição dos reflexos espinhais nos membros posteriores (grau 3 de déficit neurológico) além de dor à palpação lombar alta, com evolução de 1 semana e sem resposta ao tratamento clínico conservador. Após a identificação exata dos pontos de compressão medular através do exame físico neurológico e exame radiográfico contrastado da coluna vertebral (mielografia) o animal foi submetido à cirurgia de descompressão medular (fenestração). Quando da remoção dos pontos cirúrgicos (1 semana após a cirurgia) iniciou-se o tratamento com acupuntura alternando-se com a hidroterapia e fisioterapia. O animal está respondendo muito bem ao tratamento e já é capaz de se levantar sozinho e dar alguns passos com certa dificuldade depois de 40 dias da cirurgia. Continua sob tratamento de reabilitação e tem prognóstico favorável.

foto 1: Nina, teckel fêmea de 4anos, com paralisia dos membros posteriores devido à 2 hérnias de disco.




foto 2: Mielografia evidenciando protrusão de disco (hérnia) nos segmentos L1-L2 e L2-L3.



vídeo 1: Nina, 6 dias antes da cirurgia. (02/12/2010)


vídeo 2: Nina,1 semana após a cirurgia de hérnia de disco (fenestração - 15/12/2010).



vídeo 3: Nina, 13 dias após a cirurgia. (20/12/2010).



vídeo 4: Nina, começando a andar 48 dias após a cirurgia (25/01/2011)


sábado, 15 de janeiro de 2011

Cirurgia da Vesícula Biliar (colecistectomia)

Série de fotos da cirurgia de colecistectomia num gato de 15 anos (Wassia) c/ histórico de vômitos intermitentes, fezes amareladas as vezes diarréicas e dor abdominal (esporádicamente) associado à colecistite de grau leve (de acordo c laudo histopatológico, c infiltrado lifocitico-plasmocitário). O animal evoluiu muito bem no pós operatório recebendo alta 3 dias após a cirurgia.



foto 1: Acesso à cavidade abdominal p/ exposição da vesícula biliar. Notar o excesso de tecido gorduroso intra-abdominal.


foto 2: Apreensão e início do descolamento da vesícula biliar.


foto 3: Vesícula biliar bem descolada dos lobos hepáticos permitindo a visualização dos ductos.



foto 4: Momento da ligadura na altura do ducto cístico.



foto 5: ducto biliar contido com pinças para posterior eliminação da vesícula. Notar o tamanho vesicular aumentado devido à obstrução do fluxo biliar.



foto 6: Área dos lobos hepáticos após a remoção da vesícula biliar.



quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Cirurgia Intestinal: Intussuscepção (Ressecção e Enteroanastomose)

Série de fotos do Thor, cão labrador de 4 meses com vômitos incoercíveis, evoluindo p/ vomitos sanguinolentos, sem dor abdominal, sem perda do apetite, associado a ingestão de corpo estranho (pedaços de madeira e corpo estranho linear = barbante) levando à intussuscepção e torção do jejuno com consequente necrose e ruptura intestinal intra-abdominal. No pós-operatório o animal apresentou sinais de sepse, foi submetido a tratamento com antibioticoterapia endovenosa e monitoração intensiva através de acompanhamentos de exames laboratoriais. Apesar da perda de aprox. 1metro de segmento intestinal, o animal começou a evoluir bem a partir do 3o dia recebendo alta 7 dias após.




foto 1: segmento intestinal com intussuscepção irredutível. Alça sem motilidade, sem pulso com aspecto bem hemorrágico evoluindo p/ necrose.



foto 2: À esquerda do campo, presença de torção intestinal. Notar a hiperemia dos vasos mesentéricos.



foto 3: Ampla visão dos segmentos intestinais afetados. Alças intestinais hemorrágicas e repletas de gases.



foto 4: Local onde o intestino foi religado (enteroanastomose) após a remoção do segmento intestinal comprometido (enterectomia).



foto 5: Aspecto necrótico do segmento intussuscepto na altura onde localizava-se o corpo estranho.

foto 6: Extensão do segmento intestinal removido (98 cm).


foto 7: corpo estranho (lasca de madeira e barbante) sendo removido do intestino.






Cirurgia Ortopédica: Redução de Luxação Tíbio-társica completa.

Série de fotos de uma cadela SRD (Lessie) atropelada e que apresentava luxação completa da articulação tíbio-társica (articulação do jarrete) com exposição de toda a superfície articular da tíbia e destruição dos ligamentos colaterais mediais.



foto 1: Lessie mantida em anestesia (epidural + anestesia inalatória) e aos cuidados pré-operatórios.

 foto 2: superfície articular distal da tíbia totalmente exposta com rotação lateral do tarso, moderada destruição tecidual (pele) e edema dos dedos.

 foto 3: aspecto do campo operatório preparado p/ o início da cirurgia; face medial da articulação.



foto 4: face lateral da articulação. Aqui os bordos de tecidos desvitalizados foram removidos (debridados).



 As fotos 5 a 7 mostram as etapas da substituição ligamentar utilizando fio nylon 0 em polia (figura de 8) com 3 parafusos, fazendo o papel da porção longa e curta dos ligamentos colaterais mediais.


foto 5:
 foto 6:



foto 7:



foto 8 e 9: início da sutura de tecido subcutâneo com fio absorvível.





foto 10 e 11: Lessie recuperada junto ao seu dono.

Cirurgia Ortopédica: Fratura de Femur

           Série de fotos do cão (Lican), Red Hiller de 1 ano de idade, que levou um coice de um equino e teve seu fêmur esquerdo fraturado.              


        foto 1: Lican                                                              















foto 2: radiografia revelando fratura completa oblíqua no 1/3 proximal do fêmur esquerdo.






















foto 3: Acesso ao fêmur revelando hematoma.

















foto 4: exposição do fragmento distal.














            

foto 5: fêmur reduzido p/ introdução normógrada de um pino intramedular de Steimann
                                                                              


foto 6: radiografia controle revelando boa redução da fratura através do implante c/ pino intramedular.